O livro trata da brincadeira da onça e da
cutia, um tipo de jogo infantil específico dos Sateré-Mawé, etnia
indígena habitante do Amazonas que possui hierarquias sociais embasadas
em clãs consanguíneos e, em certa medida, arquirrivais.
“Cada clã é denominado por um bicho e tem
uma formação de vida a partir da infância, com os jogos infantis.
Então, para entender a sociocultura deles, era necessário estudar desde
as brincadeiras, como a da onça e da cutia, em que os dois clãs dialogam
entre si numa disputa entre arquirrivais e, a partir daí, formam sua
posição social hierárquica concomitante aos aprendizados da infância”,
explica Renan.
A convivência etnográfica durante nove
anos com os Sateré-Mawé de Andirá-Marau, em Parintins (AM), levou o
docente da Ufam a compor a obra em parceria com a professora Carmen, a
quem descreve como “uma das maiores antropólogas xinguanas [relativo aos
povos do Xingu] viva”.
Aula-debate
No dia do lançamento, Carmen Junqueira
fará aula-debate com seus alunos acerca da obra, sob mediação de Renan e
Michel Justamand, também professor da Ufam e prefaciador do livro. Brincando de onça e de cutia entre os Sateré-Mawé
também estará disponível em PDF, gratuitamente, no site do Programa de
Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais da PUC (PEPGCSO).
Sobre os autores
Carmen Junqueira é professora titular do
Departamento de Antropologia da PUC-SP desde 1979 e recebeu o título de
professora emérita desta universidade em 2002. Dedica-se à defesa dos
povos indígenas e a numerosos projetos de pesquisa e cooperação com
povos da Amazônia e de São Paulo, com destaque para os Kamaiurá do Alto
Xingu e os Cinta Larga de Mato Grosso. Faz parte do Núcleo de Estudos de
Etnologia Indígena, Meio Ambiente e Populações Tradicionais (Nema).
Entre suas obras, estão Os índios de Ipavu e Sexo e Desigualdade.
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