domingo, 1 de novembro de 2015

Educadora pede fortalecimento de escolas e comunidades rurais



Prestes a completar 30 anos de magistério, a professora Ruti Kniest defendia, no início da carreira, que as escolas rurais, multisseriadas, sem infraestrutura física e humana, deveriam ser fechadas, com a transferência dos estudantes para escolas maiores, próximas à cidade. Após três décadas e diferentes experiências profissionais, a professora pensa de forma diferente. “Ao contrário, considero necessário que os órgãos públicos fortaleçam as escolas e as comunidades com uma política séria de recursos físicos e humanos”, enfatiza.

Desde 2013, Ruti leciona na Escola Municipal de Ensino Fundamental Etelvino de Araújo Cruz, na área rural, a 30 quilômetros da sede do município gaúcho de Montenegro. A opção da professora pela escola deve-se ao destaque obtido pela unidade de ensino no processo de construção, resgate e valorização da identidade cultural da comunidade na qual está inserida.

A instituição tem 280 alunos, matriculados em turmas que vão da educação infantil ao nono ano do ensino fundamental. Eles são atendidos por 25 professores e quatro funcionários. “Meus colegas e eu temos formação superior; quase todos são especialistas em alguma área educacional”, diz. “Alguns têm mestrado em educação.” De acordo com a professora, é uma realidade diferente daquela vivenciada no início da carreira.

Com graduação em pedagogia, pós–graduação em gestão educacional (supervisão e orientação) e vários cursos na área de alfabetização, Ruti trabalha com turmas do primeiro ao terceiro ano do ensino fundamental. Para ela, a tarefa da professora que atua com alunos dessas turmas é aproximar o conhecimento escolar das vivências do mundo infantil. 

“É estimular a criatividade, a curiosidade, a alegria de conhecer coisas novas, mas também a possibilidade de valorizar os conhecimentos e as vivências da comunidade”, diz. Ela enfatiza a necessidade de estimular as crianças a conhecer e apreciar suas raízes. Quando forem adultas, elas poderão olhar com orgulho para sua origem e sua história. “A cor e o sabor das aulas dependem da nossa curiosidade em buscar”, afirma. “Em olhar para o mundo que está a nossa volta, em nunca deixar de ter curiosidade e buscar conhecimento.”
Ruti mostra satisfação ao trabalhar com duas colegas que foram suas alunas. 

“São meninas do interior, que levaram os sonhos adiante, buscaram aperfeiçoamento profissional em especializações e mestrado”, diz. “Hoje, voltam para a sua localidade para continuar o ciclo de construir caminhos para aqueles que vêm. Neste sentido é que tenho esperança no futuro.” 

As crianças da área rural, hoje, segundo a professora, têm mais possibilidades de avançar e escolher o local de atuação, na cidade ou no campo, com respeito à própria história de vida. “É esse movimento que faz as gerações evoluírem.”
Com informações Ascom Mec

Amazônia: Banco Mundial e PNUD querem preservar 73 milhões de hectares no Brasil, Peru e Colômbia



Agências da ONU vão participar da implementação do programa “Paisagens Sustentáveis” da Amazônia. Além de preservar biodiversidade, projeto vai reduzir em 300 milhões de toneladas as emissões de CO2.

Programa Paisagens Sustentáveis da Amazônia vai preservar 73 milhões de hectares do território amazônico. Iniciativa vai se estender por cinco anos e deve catalisar mais de 680 milhões de dólares em financiamento, além da verba inicial do GEF. Foto: Flickr / Eduardo Duarte

O Banco Mundial, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o World Wildlife Fund (WWF), vai participar da implementação do programa “Paisagens Sustentáveis” da Amazônia, uma iniciativa regional que pretende unir os governos do Brasil, Peru e Colômbia para combater o desmatamento desse ecossistema. No último dia 21 de outubro, o Conselho do Mecanismo Global para o Meio Ambiente (GEF), instituição parceira das agências da ONU, anunciou que disponibilizará 113 milhões de dólares para o projeto.

O programa quer proteger mais de 80% do território amazônico, garantindo a manutenção de 73 milhões de hectares de terras florestais, além de promover a gestão sustentável da terra em 52,7 mil hectares. Além de resguardar a biodiversidade do bioma, que conta com 16 mil espécies de árvores e 2,5 mil espécies de peixes, a iniciativa quer contribuir para o combate às mudanças climáticas através da preservação da região.

“A Amazônia desempenha papel crítico na regulamentação climática global, bem como na prosperidade ambiental e econômica da região, e é o maior repositório da biodiversidade do planeta”, explicou o presidente do GEF, Naoko Ishii. As ações apoiadas pelo projeto ‘Paisagens Sustentáveis’ da Amazônia, que se estenderá por cinco anos, devem contribuir para reduzir as emissões de dióxido de carbono em até 300 milhões de toneladas, até 2030.

Os países envolvidos no programa são responsáveis por 83% da Bacia Amazônica. “No Brasil, nos últimos 10 anos, reduzimos 82% do desmatamento da Amazônia. Reconhecemos 13% como terras indígenas e estabelecemos 27% das áreas protegidas”, destacou a secretária de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente do Brasil, Ana Cristina Barros.

Apesar dos avanços, para o coordenador do Programa Nacional de Conservação de Florestas do Ministério do Meio Ambiente do Peru, Gustavo Suarez, somente uma sólida colaboração regional pode garantir o sucesso na preservação do bioma. “As ameaças às florestas e rios da Amazônia relacionadas com os mercados de exportação, desenvolvimento da infraestrutura de transportes, atividades ilícitas, desigualdade social e pobreza estão crescendo”, alertou.

Banco Mundial participa de iniciativa para consolidar mercados de carbono
O Banco Mundial tem procurado combater as mudanças climáticas em diversas frentes de ação. Recentemente, a instituição se aliou a chefes de Estado, governos estaduais e municipais e presidentes de importantes companhias para pressionar a comunidade internacional a implementar políticas de precificação do carbono.

O apelo por avanços concretos na consolidação dos mercados de carbono foi emitido pelo Painel de Precificação do Carbono, do qual participam o Banco Mundial; o Fundo Monetário Internacional (FMI); a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE); a chanceler alemã, Angela Merkel; a presidente do Chile, Michelle Bachelet; o presidente da França, François Hollande; o primeiro-ministro da Etiópia, Hailemariam Desalegn; o presidente das Filipinas, Benigno Aquino III; o presidente do México, Enrique Peña Nieto; o governador da Califórnia (EUA), Jerry Brown; e o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

Para as lideranças globais, a precificação do carbono e a criação de taxações específicas para empresas cujas atividades consomem grande volume de combustíveis fósseis podem estimular a competitividade entre o setor privado e acelerar a busca por alternativas mais limpas na produção industrial.

Programa Mais Educação leva alunos da rede pública de volta à escola



A implantação do programa Mais Educação nas escolas de Sidrolândia (51,3 mil habitantes), em Mato Grosso do Sul, tem gerado bons resultados. De acordo com a secretária de educação do município, Sônia Maria Leite, as ações desenvolvidas têm sido fundamentais para atrair os estudantes que não gostavam do ambiente escolar.

“Com o programa Mais Educação, as crianças têm projetos que as mantêm mais tempo na escola, aprendendo um pouco mais”, afirmou. “Aqueles que não gostavam da escola, por um motivo ou outro, hoje estão nas instituições vinculadas ao Mais Educação.” O programa, ofertado às escolas públicas de ensino fundamental, estabelece o desenvolvimento de atividades de educação integral, que expandem o tempo diário na escola para o mínimo de sete horas e ampliam as oportunidades educativas dos estudantes.

O município sul-mato-grossense teve o melhor desempenho escolar da região Centro-Oeste na mais recente Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). O balanço mostra que houve redução de 20,01% no número de crianças em nível 1 de leitura (o menor nível de aprendizado). Nesses casos, as crianças são capazes de ler apenas palavras com estrutura silábica. Em matemática, foram registrados menos 12,62% de alunos não alfabetizados.

Segundo a secretária, o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic) é um dos fatores decisivos para o alcance dos índices. “Nossos professores, com muita dedicação, desenvolveram trabalhos voltados para a qualidade de ensino no primeiro, segundo e terceiro anos”, afirmou. “Alcançar esses índices em dois anos nos dá muita satisfação.”

A ANA afere o conhecimento de crianças em fase final do ciclo de alfabetização, de modo a cumprir o que prevê o Pnaic — todas as crianças até os oito anos de idade devem estar alfabetizadas em português e matemática. A avaliação é feita com a aplicação de um teste de letramento em língua portuguesa e aprendizagem em matemática. O Pnaic é uma iniciativa do governo federal, dos governos estaduais e do Distrito Federal e das administrações municipais.
Com informações da Ascom Mec

MEC apresenta programas prioritários à comissão de Educação do Senado

“O Plano Nacional de Educação deve ser o eixo estruturante de todas as ações do Ministério da Educação”, disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, em audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado. Na sessão desta terça-feira, 27, Mercadante apresentou os programas prioritários do MEC e as diretrizes do governo para os ensinos básico e médio.

Mercadante observou que o PNE apresenta metas ambiciosas que precisam ser cumpridas na próxima década. Entre elas, destacou a que se refere à educação infantil. “Na meta 1 temos uma exigência importante, que é de que todas as crianças de 4 e 5 anos estejam na pré-escola até 2016. Em 2013 esse percentual era de 81,4%. São 700 mil fora da pré-escola. Precisamos fazer uma busca ativa por essas crianças, que são, geralmente, as mais pobres”, disse.

Na educação básica, o ministro ressaltou a importância da Base Nacional Comum Curricular, que deve ser entregue para avaliação do Conselho Nacional de Educação (CNE) até julho de 2016. “Um dos instrumentos para darmos um salto na educação básica é a base nacional comum curricular. Esse direito de aprendizagem é que precisamos assegurar para os estudantes”, disse o ministro.

Mercadante reforçou a importância do ensino de português e matemática, especialmente na educação básica. “O papel da escola é ensinar, não haverá aprendizagem para a criança que não sabe ler e escrever. Não dá para aprender física e química se não conhece matemática”, afirmou. “Ênfase em português e matemáticas, o que não significa que cultura, cidadania e esportes não devem ser contemplados”, concluiu.

Ao tratar da educação profissional e tecnológica, o ministro citou a melhoria da qualidade das matrículas e do acompanhamento da frequência das vagas do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), além da expansão dos campi dos institutos federais de educação profissional e tecnológica. Na educação superior, o ministro destacou a mudança das matrículas em cursos de graduação, com aumento nos cursos de engenharia, porém apontou as baixas inscrições nos cursos de química, física e matemática.
Com informações da Ascom Mec

Governo do Amazonas recebe delegação coreana para discutir desastres naturais

O Governo do Amazonas recebeu na tarde desta quinta-feira, 29 de outubro, uma delegação da Associação Coreana de Prevenção a Desastres (KDPA) que veio ao Brasil conhecer as ações e a estrutura de governo para lidar com mudanças climáticas, prevenção contra desastres naturais e atendimentos emergenciais prestados em situações adversas. A reunião foi realizada na sede do governo, no bairro Compensa, na zona oeste. 
 
De acordo com o presidente da KDPA, Kim Jin Young, a associação faz parte do Ministério da Proteção e Segurança Pública do Governo Central Coreano. A entidade, segundo Young, ajuda os governos na elaboração de medidas eficazes a desastres naturais e a construir políticas de prevenção.

O Amazonas foi representado pelo secretário de Estado de Meio Ambiente (Sema), Antonio Stroski, além do comandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Fernando Sérgio Luz, e o secretário executivo da Defesa Civil do Estado, Fernando Pires Júnior. Todos os gestores fizeram uma apresentação pontuando as competências de cada pasta, a estrutura que possuem e como atuam.

O titular da Sema, por exemplo, Antonio Stroski, destacou a redução de 75% dos índices de desmatamento obtidos de 2007 a 2015 e os esforços do governo para a preservação do meio ambiente e dos recursos naturais do Amazonas. Já o comandante da Defesa Civil, Fernando Pires Júnior, chamou atenção para a realidade particular do Estado no processo natural de cheia e vazante dos rios demonstrando o trabalho de resposta, contenção e restabelecimento das ocorrências.

O comandante do Corpo de Bombeiros, Fernando Sérgio Luz, ressaltou a dedicação da tropa, o tempo de resposta aos chamados, a estrutura da corporação e o sucesso nas ocorrências.

Eles também responderam a uma série de questionamentos sobre desmatamento, queimadas, e recursos hídricos. Ao todo, 24 coreanos participaram do encontro. Todos são funcionários do Governo da Coreia e demonstraram estar contentes com o trabalho, bem como as respostas apresentadas pelos representantes do Governo do Amazonas.