terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Empresa incubada no Inpa participa de projeto que premiará boas práticas de Gestão Ambiental



A Amazônia Socioambiental, empresa facilitadora de projetos, residente e apoiada pela Incubadora de Empresas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), participa do Prêmio Gestão Ambiental no Bioma Amazônia, como orientadora. As inscrições para o prêmio de boas práticas podem ser realizadas até o dia 2 de março.

A premiação é uma iniciativa do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM) com apoio do Fundo Amazônia e contempla cinco categorias: Ordenamento territorial e fundiário; Monitoramento, controle e recuperação ambiental; Produção sustentável e incentivos destinados à conservação; Governança socioambiental; e Educação ambiental.

De acordo com a consultora Lívia Naman, da Amazônia Socioambiental, a premiação faz parte dos esforços do Programa de Qualificação da Gestão Ambiental (PQGA) do IBAM que busca promover e divulgar práticas exitosas: “É uma forma de reconhecer iniciativas diferenciadas e facilitar que sejam reaplicadas em outros lugares que vivem realidades semelhantes na Amazônia”, disse.

Ainda segundo a consultora, a adesão ao PQGA permite que servidores de órgãos municipais e de organizações do terceiro setor participem de cursos presenciais e à distância oferecidos gratuitamente pelo IBAM. 

Para se inscrever em uma das capacitações oferecidas pelo programa, clique aqui. Se você é gestor de algum órgão do governo municipal no Amazonas e se interessou pelo Programa de Qualificação Gestão Ambiental, faça a adesão do município neste link.

Dúvidas e informações devem ser enviadas para o e-mail: livia.naman@ibam.org.br ou diretamente no escritório da Amazônia Socioambiental, localizado na Incubadora de Empresas do Inpa, Av. André Araújo, Petrópolis, 2.936. 

Sobre o IBAM
Com sede no Rio de Janeiro, o IBAM é uma associação civil de direito privado, sem fins lucrativos, criada há mais de seis décadas com a finalidade de promover o desenvolvimento institucional dos municípios.
*Com informações da CETI/ Ascom INPA

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

MPF/AM GARANTE RECURSOS PARA LICENCIATURA INDÍGENA DA UFAM



O Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM), depois de ouvir relatos preocupados de professores e alunos de cursos de licenciatura indígena da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) sobre a suspensão das matrículas dos cursos citados em dezembro de 2015 e de realizar reunião com representantes da universidade e de organizações indígenas, entrou em contato com o Ministério da Educação (MEC) e recebeu a confirmação de que os recursos necessários para a continuidade dos cursos estariam garantidos.

O Programa de Licenciaturas Indígenas (Prolind) é promovido pela Ufam desde 2006, com recursos federais do MEC. De acordo com a universidade, nos anos de 2014 e 2015 os recursos para o programa integraram o orçamento da Ufam. Para o ano de 2016, houve mudança na forma de repasse dos mais de R$ 5 milhões destinados ao programa, que seria feito por meio de descentralização para a Ufam. Universidade suspendeu as matrículas em dezembro do ano passado por não ter recebido o repasse para custeio dos cursos.

Em reunião com o MPF, a reitora da Ufam, Márcia Perales, informou que a descentralização ainda não havia sido feita e, por isso, a universidade suspendeu as matrículas de 120 aprovados em três turmas dos cursos de licenciatura indígena. Ainda, pelo mesmo motivo, a continuidade de cursos de licenciatura indígena regulares no interior do Amazonas restaria paralisada.

Durante a reunião com o MPF, representantes de comunidades indígenas e professores dos cursos de licenciaturas indígenas relataram que a suspensão das matrículas gerou insatisfação geral e apreensão por parte dos alunos, além de contribuir para o sentimento de discriminação percebido por eles.

Destacaram também que, além da suspensão das matrículas, as aulas das seis turmas já existentes também foram paralisadas e que muitos alunos somente tomaram conhecimento da suspensão das aulas dias após deixarem as aldeias em direção à sede dos municípios, onde são ministrados os cursos.

Após a reunião, o Ministério Público Federal realizou contato com o secretário-executivo do MEC, Luiz Cláudio Costa, relatando os transtornos causados às comunidades indígenas pela incerteza da continuidade dos cursos e da importncia do programa para o resgate e a manutenção da cultura indígena, por meio da transmissão de conhecimento.

Com a garantia do repasse informada pelo secretário-executivo do MEC ao MPF, a Ufam anunciou que já foram adotadas as providências junto à Pró-reitoria de Ensino de Graduação (Proeg) e à Pró-reitoria de Administração e Finanças (Proadm) para a retomada dos cursos em andamento e para a reprogramação da matrícula dos novos alunos.

O procurador da República Fernando Merloto Soave ressaltou que o problema foi solucionado sem a necessidade de qualquer medida judicial ou mesmo expedição de recomendação pelo MPF, apenas por meio do diálogo entre as partes, intermediado pelo órgão ministerial, reforçando a postura do modelo de Ministério Público resolutivo, que prioriza as soluções consensuais
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domingo, 3 de janeiro de 2016

FAS/SDSN abrem inscrição para o projeto Escola de Verão da Amazônia



Escola de Verão da Fundação Amazonas Sustentável (FAS) abre inscrição para período de 21 dias em comunidades isoladas do Amazonas.

A Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e a rede SDSN-Amazônia abrem as inscrições para a segunda edição da Escola de Verão da Amazônia (Amazon Summer School). O objetivo do projeto é proporcionar uma experiência de aprendizagem sobre sustentabilidade, educando líderes para mudança. Utilizando ferramentas de inovação social, como design thinking e Teoria U, os participantes vão ter a chance de aplicar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU para solucionar desafios reais. 

As inscrições vão até o dia 1º de março de 2016 e podem ser feitas pelo site www.amazonsummerschool.com. A viagem acontecerá entre os dias 12 de julho e 1º de agosto de 2016. Todos os inscritos passarão por entrevistas com os coordenadores do projeto. 

Os interessados devem ter mais de 18 anos e podem ser de qualquer área de atuação. O projeto busca uma turma multidisciplinar interessada em aprender e contribuir com as comunidades. A maior parte da viagem acontecerá na comunidade Tumbira, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Negro. 

Durante duas semanas, profissionais de sustentabilidade, líderes de diferentes setores e a comunidade local irão compartilhar histórias, aprendizados, práticas e conceitos para enriquecer o conhecimento do participante e sua compreensão sobre seu papel no desafio da sustentabilidade. O projeto conta com o apoio de facilitadores treinados em liderança participativa, que irão inspirar os participantes à ação por um projeto voluntário, de acordo sua expertise, que consiste em deixar um legado para a comunidade.

“Neste projeto queremos pessoas engajadas e interessadas em apoiar o desenvolvimento sustentável da Amazônia. Além disso, os participantes terão a oportunidade de se conectar com a natureza, com as pessoas que vivem nela e se inspirar com o que a floresta pode oferecer. É uma grande troca”, afirma Virgílio Viana, superintendente geral da Fundação Amazonas Sustentável (FAS).

O projeto visa promover a sustentabilidade na prática por meio da aplicação de conceitos, como os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), e assim buscar soluções a desafios da atualidade.Outros temas abordados são: uso da terra, história, geografia e biodiversidade da Amazônia, mudanças climáticas, entre outros. Entre outras atividades, estão estudos de caso e desenvolvimento de projetos práticos, além de atividades de lazer, como nado com golfinhos, caminhadas em trilhas e observação de aves.

“Criamos este projeto por acreditar que o nosso conhecimento acumulado sobre desenvolvimento sustentável na Amazônia pode ser compartilhado e replicado em outras partes do mundo. Além disso, é da natureza dos ribeirinhos aplicar a sustentabilidade. Com a união desses aspectos, acreditamos ser possível mostrar como os ODS podem funcionar na prática”, vislumbra Raquel Luna, coordenadora da Escola de Verão.

Como funciona
O programa é dividido em quatro módulos: ‘Amor à natureza’, em que participantes irão visitar organizações e centros de pesquisa da Amazônia; ‘Cuidado com as pessoas’, que visa à troca direta com as comunidades locais; ‘Saber-Como’, aulas com profissionais e líderes de diferentes setores; e ‘Coragem’, quando os participantes serão convidados a colocar o aprendizado em prática. O curso ainda contará com desafios reais que terão como objetivo colocar os participantes ainda mais próximos da realidade vivida na Amazônia. O projeto ainda contará com o módulo ‘Conheça a si mesmo’, quando haverá o estímulo ao auto-conhecimento e à identificação do papel de cada um na sociedade.

Entre os especialistas já confirmados estão Thomas Lovejoy, membro sênior da Fundação das Nações Unidas e professor universitário no departamento de Ciências Ambientais e Política da Universidade George Mason; e Raquel Rosenberg, co-fundadora da Engajamundo, organização focada no empoderamento de jovens brasileiros para entender e influenciar no processo político internacional.

Entre os professores das comunidade locais ribeirinhos estará Roberto Mendonça, líder da comunidade Tumbira, localizada na Reserva do Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Negro. Ele, que também esteve presente na primeira edição, contará sua história com passado relacionado à extração de madeira que, a medida de se eu envolvimento com o trabalho de educação e sensibilização da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), atua com uma lógica de negócio sustentável. 

“Participar deste projeto é fundamental para a auto-estima da comunidade. Além de poder viajar sem sair de casa, nos sentimos valorizados e percebemos o quanto de conhecimento temos para passar ao mundo. Neste projeto somos alunos e professores”, afirma Roberto ao falar dos benefícios gerados pelo projeto para a comunidade. O curso ainda conta com a experiência de Valdemir Kambeba, cacique dos Kambeba, etnia moradora da comunidade Três Unidos. 

Outros benefícios alcançados vêm pelo contato direto entre participantes e comunitários. Um dos exemplos é a jovem de 18 anos, Odenilze Souza Ramos, da comunidade Carão. Na primeira edição, ela aprendeu a fotografar com um dos participantes. Depois disso, tomou gosto pela fotografia de natureza e hoje, além de fotógrafa de sua comunidade, é Repórter da Floresta, projeto da FAS que incentiva jovens a compartilhar seu dia-a-dia e histórias da comunidade por meio de um programa de rádio.